Novembro Azul é uma campanha direcionada ao público masculino, com objetivo semelhante ao Outubro Rosa, para as mulheres. O intuito é atentar para uma das doenças mais devastadoras: o câncer. A maior incidência de câncer nas mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o da mama, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Para os homens, em primeiro lugar está o câncer de pele não melanoma, e logo atrás o câncer na próstata.
Algumas pessoas se perguntam qual o papel de campanhas como esta – o Novembro Azul, e outras semelhantes. A campanha em si não tem o efetivo poder de curar doenças, mas pode fazer algo quase tão bom quanto isso: preveni-la, e aumentar as chances de cura caso ela se manifeste. De que forma? Simples… Incentivando os cuidados e atenção ao próprio corpo, coisas que muitas vezes deixamos de lado.
Tomar atitudes preventivas é o primeiro passo: alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, não usar drogas, fumar ou ingerir álcool em excesso. Já é confirmado pela medicina tais fatores contribuem no desenvolvimento de diversas patologias, inclusive o câncer. Da mesma forma funcionam as situações que geram forte estresse e desgaste emocional prolongado, portanto, saúde mental também é necessária.
Outra forma de se precaver é ir ao médico regularmente e seguir os exames indicados para cada faixa etária. As mulheres devem fazer o “preventivo” anualmente a partir do início da vida sexual, e a mamografia também anualmente ou a cada dois anos após os 50 anos de idade. Além disso, o AUTOEXAME é indispensável, pois a mulher conhece a própria mama e pode identificar qualquer alteração por meio do autoexame. Já aos homens, é recomendado exame da próstata anual a partir dos 45 anos para quem tem histórico familiar e negros, e a partir dos 50 anos para os demais. Em ambos os casos, homens e mulheres, as chances de cura quando a doença é descoberta no início podem ultrapassar os noventa por cento, porém vão diminuindo à medida com que a doença avança. Portanto, cuide-se! E para finalizar, fica a dica: a campanha não é cura, mas um ponto de partida. Depende de cada um levar esse passo adiante e compartilhar essa ideia com os demais.