Quando janeiro vier, exatamente a partir do dia 1º, em que o Brasil festeja a Fraternidade Universal (mística instituída em lei proposta pelo presidente Vargas), o país vai ganhar uma nova esperança, energias se renovarão, e o futuro próximo se mostrará ao brasileiro.
Quando janeiro vier, nossa autoridade máxima começará a dizer ao que veio, e o sortilégio de sua impensável alçada presidência se revelará concretamente em nomes, meios e modos de nos garantir, a todos, a segurança com que sonhamos, a saúde de que imperiosamente precisamos, a educação de que carece de amplitude, reformas e recursos, uma infraestrutura que assegure estradas e vias para o desenvolvimento, o tratamento adequado e inadiável para o esgoto que corre a céu aberto e mazelas outras ardorosamente denunciadas em campanha.
É verdade que estas incumbências que o povo penhorou ao candidato eleito se contêm em sua plataforma eleitoral, como também figurou nas dos demais concorrentes. Por isso, quando janeiro vier, será o encontro de nossas esperanças com a materialização das propostas que animaram os eleitores a decidir pelo nome vitorioso. E o Brasil estará alerta e disposto à cobrança das promessas, na medida em que avançamos neste terceiro milênio.
Acima de todos os compromissos assumidos, um deles é imaterial, porém, consideravelmente ansiado, extraordinariamente rico, e que será o pilar para o futuro: o resgate rigoroso da moralidade administrativa, norte da Constituição Federal.