O fosso entre os “super ricos” e o resto do mundo nunca foi tão grande como hoje, com 26 indivíduos possuindo a mesma quantidade de riqueza que 3,8 bilhões de pessoas menos privilegiadas, informou a organização Oxfam em um novo relatório anual. O novo relatório, intitulado “Bem Público ou Riqueza Privada”, lança luz sobre a contínua acumulação de riqueza pelos mais ricos, assim como a tendência inversa para a metade mais pobre da população, que cresceu 11% em todo o planeta no ano passado. Durante o mesmo período, os ativos dos que ocupavam o topo da pirâmide de riqueza, os bilionários, dispararam, aumentando em US$ 900 bilhões em 2018, ou em impressionantes US$ 2,5 bilhões por dia. Entre 2017 e 2018, um novo bilionário foi criado a cada dois dias, diz o relatório. Em comparação com o ano anterior, quando 43 pessoas possuíam o mesmo que a metade mais pobre do mundo, em 2018 foram necessários apenas 26 bilionários para igualar a riqueza de 3,8 bilhões de pessoas.
Em suma, o mundo financeiro se recuperou totalmente da devastadora crise econômica de 2008, com o número de bilionários quase dobrando desde então, segundo o levantamento.

Metástase carioca
A movimentação financeira “suspeita” de políticos e ex-deputados estaduais do Rio de Janeiro soma mais de R$ 740 milhões. É o que aponta relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que andou monitorando a Assembleia Legislativa do Estado. O número 1 entre os suspeitos, Jorge Picciani, movimentou R$478 milhões, sendo R$26 milhões nas próprias contas. Políticos do MDB, partido de Picciani e do filho Rafael (que movimentou R$9,3 milhões), são responsáveis por R$553 milhões suspeitos. Flávio Bolsonaro não é citado pelo Coaf na lista dos 27 deputados e ex-deputados que realizaram movimentações financeiras suspeitas. Fabrício Queiroz, ex-funcionário do senador eleito Flávio Bolsonaro, teria movimentado R$7 milhões em três anos, de 2014 a 2017. O Coaf é órgão de inteligência, não investiga. Ele repassa informações que apura para órgãos como o Ministério Público Federal ou Estadual.

Adeus Marciano
Infarto fulminante matou Marciano que fez dupla com João Mineiro, famosos por suas canções românticas que lançaram o gênero sertanejo no topo da pirâmide musical brasileira. Por minhas origens e romantismo tenho gosto pela proposta. Mas minha admiração por Marciano e João veio pelo resgate que fizeram de Moacyr Franco.
Moacyr foi o primeiro multimídia do Brasil. Compositor, poeta, cantor, apresentador, humorista, ator. O conheci no Rio de Janeiro quando passei dois meses substituindo redatores de Cruzeiro em férias. Um ser único. Nunca gostei da maneira como interpretava suas extraordinárias composições, mas rendo-me à força de sua poesia simplesmente bela. Jeito único de falar do amor.
Moacyr apostou na política. Foi deputado federal e, honesto, saiu de Brasília quebrado, sem espaço nas TVs. Caiu a ponto de cantar em circos. Um dia – como ele mesmo conta – no interior de São Paulo, depois de se apresentar para 20 pessoas, foi abordado por Marciano que pediu autorização para gravar uma de suas músicas. Autorizou. Os dois venderam 2,5 de cópias e resgataram o veterano Moacyr. Gravaram muitas outras com igual sucesso. Devolver amor, dignidade e significado à uma pessoa é feito de uma vida. Fizeram mais, porém só por isso terão minha eterna admiração. Vá em Deus sertanejo. Caipiras é o que somos.

Fim das ADRs
O jornalista Marcelo Lula informa que na segunda (21), o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) assinou o decreto que desativa as Agências de Desenvolvimento Regional. É o cumprimento de uma promessa de campanha, que, aliás, também estava na pauta de outros candidatos.
Um grupo será formado para coordenar a desarticulação das regionais, sendo que todo o trabalho terá que ser concluído até o dia 30 de abril. Isso não quer dizer que as agências estão extintas, pois, somente através da Reforma Administrativa que será enviada para a Assembleia Legislativa, que se oficializará o encerramento da descentralização.
Segundo informações do governo, estão sendo extintos nesta primeira etapa, 132 cargos comissionados, que estão trabalhando nas ADRs. Após a reforma, caso seja aprovada, mais 80 cargos serão desativados. Por hora, os serviços seguem sendo realizados pelos atuais gerentes de Administração, Finanças e Contabilidade, Saúde, Educação e Infraestrutura, até 1º de maio, quando as estruturas serão desativadas e as secretarias setoriais assumirão a competência legal e, os bens pertencentes a cada regional. O secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, acompanhará de perto todo o processo das ADRs.

Produtividade
A Vara da Infância e Juventude da comarca de Joinville julgou um total de 6.546 processos durante todo o ano de 2018. O montante representa um acréscimo de 15% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram julgados 5.696 processos. Entre as ações, estão computadas sentenças proferidas, decisões interlocutórias e despachos.
Na opinião do titular da unidade, juiz Márcio Renê Rocha, o aumento de processos analisados e julgados deve-se ao entrosamento de toda a equipe. “A cada ano, percebemos que nossa assessoria vem fazendo um grande trabalho, com muita dedicação e eficiência”, destaca o magistrado.
Além do aumento dos processos envolvendo crianças e adolescentes, a Vara também registrou uma elevação na quantidade de audiências, passando de 1.081, em 2017, para 1.147 audiências realizadas no último ano. Atualmente, a unidade possui 1.284 processos em andamento.

No mesmo charco
Com a presença de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, parlamentares da legenda reuniram-se em Brasília na noite de segunda-feira (21). Ao final do encontro, Gleisi e o deputado Paulo Pimenta, líder do partido na Câmara, cobraram punição para o senador eleito Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz, investigados sob a acusação de realizar movimentação suspeita em suas contas bancárias. Alvo da Lava Jato, Gleisi recordou que Jair Bolsonaro, o pai de Flávio, chegou à Presidência tachando o PT de corrupto.
O entusiasmo com que caem em cima dos pecados do clã Bolsonaro denuncia um desejo incontido dos petistas de nivelar os novos donos do poder federal às culpas comuns do PT e dos seus parceiros nos 13 anos em que estiveram no comando. No afã de aproveitar a matéria-prima fornecida pelo filho mais velho do capitão, o petismo comete equívocos factuais. E esquece de mencionar (ou lembra de omitir) que há digitais petistas também no Caso Coaf.

Tempos de Jânio
Esse país tem cada coisa que só vendo para acreditar. Até biquíni já foi proibido. Foi em 1961 que o presidente Jânio Quadros proibiu o uso do biquíni. Tudo pensando nos bons costumes da família brasileira.
Em 1971, exatos 10 anos após a proibição, a atriz Leila Diniz chocou os conservadores posando grávida e de biquíni, nas areias da praia de Ipanema.
Numa mesma tacada, em 61, Jânio proibiu a lança perfume e os cassinos. O cara era quadrado mesmo. Não restou mais nada para aquela geração fazer.

Do hospital
O governo montará um gabinete no Albert Einstein, para que Jair Bolsonaro possa despachar normalmente durante o período de recuperação, registra a Folha. O presidente será operado na próxima segunda-feira para a retirada da bolsa de colostomia.

Festa de Tebaldi
A já tradicional comemoração de aniversário do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB) este ano será em Penha, neste sábado (26). Tebaldi reúne amigos, apoiadores e simpatizantes para o encontro que marca seus 61 anos.
“Este é um momento de agradecer pela vida, pela amizade, pelo companheirismo e poder conversar com as pessoas já que durante o ano as atividades são muito intensas”, comenta. Será feita costela de chão e todos estão convidados para o almoço no Pesque Pague Barracão, Rua Ângelo Domingos Teodoro, em Penha.

Conciliação em alta
A procura por meios alternativos para a resolução de conflitos, como mediação e conciliação, registrou acréscimo na comarca de Joinville, no Norte do Estado, maior cidade de Santa Catarina. O Cejusc instalado naquela unidade finalizou o ano com a marca de 230 atendimentos, contra 186 prestados em 2017, ou seja, 20% de aumento na movimentação.
Para Ana Lúcia Rozza, supervisora do Cejusc, tal estatística revela que as pessoas cada vez mais tomam conhecimento dos serviços oferecidos pelo órgão e, com isso, procuram inicialmente resolver seus conflitos através da conciliação ou mediação. Atualmente, quatro conciliadoras atendem no Cejusc de Joinville. “A meta para 2019 é dobrar este número de conciliadoras e também ampliar o espaço onde são realizadas as sessões de conciliação”, destaca a supervisora.
O Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) oferece orientação ao cidadão e realiza a mediação e conciliação entre as partes envolvidas, com vistas a solução de conflitos de forma simplificada e rápida. Também recebe reclamações pré-processuais, em casos que ainda não chegaram à Justiça, e processos judiciais, quando já existe ação judicial em andamento.
A unidade atende demandas de casos de Direito do Consumidor e causas cíveis em geral, como cobranças, briga entre vizinhos e acidente de trânsito, entre outros. O objetivo é sempre unir as partes em uma tentativa de acordo.