Homenagem a Maurício

Na segunda (4) aconteceu a abertura do ano legislativo na Câmara de Vereadores. A primeira sessão presidida pelo vereador Cláudio Aragão começou com uma homenagem. O jornalista Carlos Henrique Braga, que cobriu o evento, assim o descreve:
“Consultor jurídico da Câmara de Vereadores de Joinville, Maurício Eduardo Rosskamp, assassinado em 20 de dezembro de 2018, foi homenageado nesta segunda-feira (4). Familiares, amigos e colegas do advogado lotaram o plenário da CVJ. A homenagem foi marcada por discursos de pessoas próximas a Rosskamp. ‘O corpo do Maurício foi enterrado, mas a alma ficará aqui conosco’, disse o pai de Maurício, o ex-vereador e ex-deputado Raulino Rosskamp.
Servidor aposentado da CVJ, Luiz Claudio Gubert falou em nome dos colegas de trabalho. ‘Ternura era o nome dele. Paciência, calma, generosidade, alegria, gentileza e respeito sempre foram sua marca e seu modo de ser e de viver. Em mais de 23 anos de dedicação ao serviço público, conquistou respeito, confiança e bem querer de todos’, disse.
O juiz Roberto Lepper, amigo de Maurício desde a infância, afirmou que Rosskamp sempre tinha preocupação com o próximo e que ele fará muita falta a Joinville. Já a presidente da subseção Joinville da OAB, Maria de Lourdes Zimath, disse que Maurício era um homem “bondoso”, e citou Guimarães Rosa, que afirmou que “os homens bons não morrem, ficam encantados”.
Para o juiz João Marcos Buch, quem tinha contato com Rosskamp imediatamente sentia que ele confraternizava e compartilhava da sua existência.
O vereador Maurício Peixer (PR) afirmou que Joinville deve muito a Maurício Rosskamp, já que ele sempre fez os pareceres jurídicos com muita responsabilidade, ajudando, segundo o vereador, a barrar coisas que seriam prejudiciais para a cidade.
Um projeto de Resolução que dá o nome de Maurício à sala da Divisão Jurídica já chegou ao plenário e deve ser votado em breve.”.

Senado e seus presidentes
Meus amigos do Facebook e do mundo real, secretário municipal Jalmei Duarte e a delegada aposentada Maria De Fatima Ignácio, perguntam-me qual o último sulista a presidir o Senado e por que tão poucos?
Bem, o Senado foi criado em 25 de março de 1824 pela Constituição Imperial brasileira de 1824 e instalado no dia 6 de maio de 1826, quando da realização da sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa, em reunião conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados.
Em toda a história do Senado, tanto no Império quanto na República, dos três Estados do Sul, apenas um gaúcho (João Goulart de 1959 a 1961) e o catarinense Nereu Ramos, presidiram o Senado. O Paraná nunca teve um presidente para chamar de seu. Até o Amapá elegeu o presidente de plantão, mas já teve dois outros. Nereu Ramos foi um dos presidentes mais longevos em mandato contínuo. Mandou de 46 a 51. O Paraná não teve sequer um presidente.
Dos estados que fizeram presidentes do Senado, desde sua instalação, Minas abre a lista com 14 vezes, seguido do Rio, Pernambuco e Bahia com sete cada, São Paulo (4), Piauí (3), Pará (3) Alagoas (3), Amapá (3), Ceará (3),Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Mato Grosso (1), Espírito Santo (1), Acre (1) e Rio Grande do Norte (1). Vejam que São Paulo com todo a sua força teve apenas quatro presidentes em toda a história.
Penso que a escassez de sulistas no comando do Senado e mesmo da Câmara se deve à cultura. O sulista é parco em elogios. Os parlamentares a partir de Minas elogiam tudo. Da gravata ao sofrível discurso. Eles conversam o tempo todo com a informalidade de papo de boteco. Isso faz toda a diferença num colégio eleitoral restrito, onde votados e votantes convivem diariamente.

Moro contra o crime
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apresentou na manhã de segunda (4) a governadores e secretários de Segurança Pública o Projeto de Lei Anticrime, que será enviado ao Congresso Nacional para apreciação.
Entre as principais alterações propostas, estão: prisão após julgamento em segunda instância, que poderá ser determinada pelo tribunal apesar do princípio da presunção de inocência; endurecimento no cumprimento de penas para crimes considerados mais graves.
Para crimes com penas superiores a seis anos de reclusão, o texto prevê o confisco de bens. Itens de valor cultural poderão ser destinados a museus públicos; e órgãos de segurança pública poderão usar bens apreendidos para prevenção e repressão de infrações penais.
Integrantes de organizações criminosas — conceituado como associação de quatro ou mais pessoas — vão cumprir a pena em prisões de segurança máxima e sem direito a progressão de regime.
Em relação ao “caixa dois”, será crime “arrecadar, receber, manter, movimentar ou utilizar qualquer recurso, valor, bens ou serviços estimáveis em dinheiro, paralelamente à contabilidade exigida pela legislação eleitoral”. Condenados por caixa dois vão cumprir pena de dois a cinco anos de reclusão.

Os presentes
O governador catarinense Carlos Moisés foi um dos ausentes na reunião com Moro. Mas dois catarinenses se destacaram no encontro. O Comandante Geral da PM catarinense, coronel Araújo Gomes recebeu solidariedade pública de Moro pelo episódio do marginal preso com um fuzil de assalto e que foi libertado.
Outro que esteve presente foi o deputado federal Rodrigo Coelho. Ele lembra que quando estagiário de direito participou de uma audiência com Moro, então juiz em Joinville. Os dois fizeram selfies e recordaram o passado. Agora o ministro conta com a ajuda do antigo estagiário para fazer aprovar no Congresso sua proposta contra o crime.

Vitória de Davi
Na política brasileira e no espaço do Senado Federal com seu colégio eleitoral restrito a 81 votantes, Renan Calheiros sempre foi um gigante, um verdadeiro Golias. Presidiu a casa por quatro vezes, venceu as eleições empregando qualquer recurso. A sedução à chantagem explícita, ameaças e suborno.
No dia primeiro de fevereiro ele tentou um quinto mandato. Todos os analistas davam sua vitória como certa. Pois, do nada, surge o desconhecido Davi Alcolumbre,  um jovem político de origem judaica lá do Amapá. Integrante do apelidado baixo clero era tido como um pigmeu político. Pois Davi venceu o Golias da caatinga.

MDB em crise
Lideranças emedebistas podem deixar o partido nos próximos meses. Segundo o jornalista Marcelo Lula, um movimento estaria sendo ensaiado pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro. Ele entende que ficar no partido seria um desgaste ao seu projeto de reeleição e, que o MDB da capital é pequeno demais para agregar outros partidos. Além de Loureiro, deputados como Valdir Cobalchini e Moacir Sopelsa poderiam entrar no grupo e dependendo de como ficarem as coisas na bancada emedebista na Assembleia Legislativa, é possível que mudem de partido. A fonte não quis adiantar nomes, mas, afirma que outras lideranças também pensam em sair caso não aconteçam mudança.

ACIJ aniversaria
A programação deste mês de fevereiro da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) marca a celebração do aniversário de 108 anos da entidade, fundada em 16 de fevereiro de 1911. Todos os eventos serão na sede da entidade, no bairro Saguaçú. “O aniversário é um momento para relembrarmos a importância no desenvolvimento de Joinville e uma oportunidade para repensarmos as atribuições da nossa instituição”, comenta o presidente João Joaquim Martinelli.

Merísio joinvilense
Gelson Merísio, presidente do PSD catarinense e candidato derrotado ao governo de Santa Catarina projeta uma operação que, embora não original, é audaciosa.
Ele confidenciou ao jornalista Paulo Alceu que está pensando seriamente em fixar residência e domicílio eleitoral em Joinville. E a partir do norte ele pretende se reeleger presidente do partido e cuidar das eleições municipais em 2020. Merísio lembra a seus confidentes que Pedro Ivo, Paulo Afonso e Kleinubing só foram governadores na segunda tentativa.
Vale lembrar também que Kleinubing após ser derrotado na eleição para governador de 1986 transferiu residência e domicílio eleitoral para Blumenau onde, dois anos depois se elegeu prefeito e mais dois anos depois se tornou governador. Vai que dá certo.