Sílvia Berkenbrock é uma joinvilense que fará história em breve. Ocorre que ela é prima terceira deAlbertina Berkenbrock, que era prima do seu avô Edmundo Berkenbrock. Para quem não lembra, Albertina Berkenbrock  poderá em breve ser elevada a Santa, pois hoje já é Beata. Então, Silvia está escrevendo o primeiro livro sobre a vida da futura Santa. Ela conta que tudo começou quando apresentou a história a seu marido Thyago, que ficou  impressionado. Foi então, que os dois resolveram contar a história  que não tinham conhecimento, além de levar a palavra de  sobre Deus e Jesus. “Pedimos a autorização ao Heitor da causa de Albertina, que é pároco em Vargem do Cedro, onde eu morava. O livro ainda não tem data exata para ser lançado, estamos acertando os últimosdetalhes”, frisou. Inclusive, Silvia realmente é ate parecida com sua prima na aparência, e espera que o livro leve a mensagem da pureza e fé que a beata já provoca no Brasil. No livro, situação mais pessoais que encantarão os leitores.

QUEM FOI ALBERTINA?

A serva de Deus Albertina Berkenbrock, com o Decreto de Beatificação assinado pelo Papa Bento XVI, foi proclamada Bem-Aventurada no dia 20 de outubro deste ano de 2007, na Diocese deTubarão, em uma celebração eucarística presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano. Albertina Berkenbrock – conhecida pelo povo da Diocese de Tubarão como “a nossa Albertina” – nasceu no dia 11 de abril de 1919, na comunidadede São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais 8 irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.

Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez, heroicamente, como verdadeira mártir. O martírio e a conseqüente fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Afinal, ela foi uma menina de grande sensibilidade para com Deus e com as coisas de Deus, para com o próximo e com as coisas do próximo. Isso se depreende, com nitidez, de sua vida, vivida na simplicidade dos seus tenros anos. Seus pais e familiares souberam educar Albertina na fé, no amor e na esperança, as virtudes teologais da religião cristã. Transmitiram-lhe, pela vida e pelo ensinamento, todas as verdades reveladas na Sagrada Escritura. E ela aprendeu a corresponder a tudo com grandegenerosidade de alma. Buscar em Deus inspiração e força para viver, tornou-se algo espontâneo. Rezava, pois, com alegria, seja sozinha, seja na família, seja na comunidade. Aprendeu a participar ativamente da vida religiosa, em todos os seus aspectos.
Quando chegou o tempo da catequese preparatória para os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, Albertina chamou a atenção pela forma como se preparou: com muita diligência e grandeza de coração. Albertina cultivou uma devoção muito filial a Nossa Senhora, venerando-a com carinho, tanto em casa como na capela da comunidade. Participou, com intensidade, da oração do rosário junto com os familiares. Na simplicidade de coração, recomendou, seguidamente, a Maria – Mãe de Jesus e Mãe da Igreja – a sua alma e a sua salvação eterna.

Ela deixou crescer dentro de si uma afinidade muito grande com o padroeiro da comunidade, São Luís. Uma coincincia providencial, esta devoção ao Santo, que é modelo de pureza espiritual e corporal. Certamente, preparando-a também para um dia defender com sua vida este grande valor.

Além dessas virtudes humanas, a formação cristã também modelou em Albertina as virtudes cristãs essenciais na medida em que, embora fosse uma menina de tenra idade, as entendeu e viveu: transpirando fé, amor e esperança no dia-a-dia; captando, de modo extraordinário, as verdades reveladas na Sagrada Escritura; tendo uma inclinação forte para as coisas de Deus e da religião; vivenciando com grandeza o mandamento do amor a Deus e ao próximo (cerne do cristianismo); santificando-se pela prática dos sacramentos recebidos do Batismo, da Reconciliação, da Eucaristia e da Crisma; valorizando a vida plena e a dignidade da mulher. Todas essas virtudes humanas e cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, foi uma pessoa impregnada da Trindade Santa. Correspondeu à vocação de santidade que recebeu no dia do batismo. Foi uma gigante de fé, de amor e de esperança. Viveu os valores do Evangelho de modo admirável.

Por todo o exposto, não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher.

A Diocese de Tubarão e a Igreja do Brasil podem orgulhar-se em apresentar uma jovem como modelo de santidade para a juventude dos tempos de hoje.

Em 1952, na mesma capela onde Albertina recebeu a primeira comunhão, reúne-se o Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Florianópolis para dar início ao processo de sua beatificação e canonização; de fato, a essa arquidiocese pertencia então a paróquia de Vargem do Cedro. Posteriormente, com a divisão da arquidiocese e a criação da Diocese de Tubarão, é o primeiro bispode Tubarão, Dom Anselmo Pietrulla, OFM, que leva adiante a causa. Obedecendo às determinações das leis da Igreja, em 1956 é feito um processo complementar. Infelizmente, por uma série decircunstâncias, de 1959 em diante o processo de Albertina interrompe-se e interrompido fica até o ano 2000.

Apesar disso, a fama de martírio e santidade de Albertina, bem como a devoção do povo para com ela, não cessaram. Em maio de 2000, o terceiro bispo de Tubarão, Dom Hilário Moser, SDB, retomou o processo. Nomeou postulador da causa de beatificação e canonização de Albertina, Fr. Paolo Lombardo, OFM, de Roma. O postulador veio a Tubarão em maio do mesmo ano, quando foi possível dar os primeiros passos concretos no sentido de retomar o processo.

Atendidas as exigências das leis da Igreja nesses casos, finalmente no dia 12 de fevereiro de 2001, presente o postulador geral da causa de beatificação, procedeu-se à exumação dos restos mortais deAlbertina.

Nesse interim, o Tribunal Eclesiástico nomeado para o caso fez um terceiro processo complementar sobre a fama de martírio e santidade da Serva de Deus Albertina. Encerrado com pleno êxito, no dia 18 de fevereiro de 2001 pôde-se inumar seus restos mortais dentro da igreja de São Luís num elegante sarcófago de granito.

Divulgada a notícia da retomada do processo, despertou-se mais intenso interesse e devoção à Servade Deus. Já no dia da exumação muitas pessoas estiveram presentes para venerar seus restos mortais. No dia da inumação, porém, a presença de peregrinos superou todas as expectativas. Em torno de5.000 pessoas, algumas vindas de muito longe, estiveram em São Luís, apesar da forte chuva que caía A igreja ficou apinhada além de toda medida. Os romeiros que ficaram fora da igreja eram mais do que os que puderam entrar.

Com a presença de numerosos padres, de religiosas e seminaristas, num ambiente festivo e fervoroso, foi acolhida a urna de madeira contendo os restos mortais de Albertina. Carregada aos ombros em meio ao entusiasmo, à devoção e aos aplausos do povo, entrou na igreja e foi posta diante do altar.

O bispo diocesano, acompanhado do postulador e dos demais sacerdotes, presidiu à concelebração eucarística. Antes da bênção final foi assinada a ata de reconhecimento canônico dos restos mortaisde Albertina. Colocada dentro da urna, esta foi lacrada e selada com o selo do bispo diocesano. Em seguida, precedida pelos irmãos e irmãs de Albertina e pelos padres presentes, foi carregada sobre os ombros até o jazigo definitivo, no fundo da igreja, à esquerda da porta central. Ali o sarcófago foi fechado e lacrado definitivamente.

ALBERTINA FOI BEATIFICADA em Solene celebração Eucaristica no dia 20 de Outubro de 2007 em frente a Catedral Diocesana de Tubarão. Presidiu a Cerimônia o Cardeal Saraiva – prefeito para a causa dos Santos.