Joinville é uma cidade acolhedora, que recebe povos de todos os cantos do Estado, do Brasil e do mundo. Se dependede “sotaque”, Joinville já conta com uma mistura das mais variadas. Tudo oriundo das antigas povoações, das que se instalaram nos anos 70 e agora, recebendo pessoas de outros países. É bom lembrar que os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4800 A.C. Os indícios de sua presença encontram-se nos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.Índios tupis-guaranis (especificamente, carijós) ainda habitavam as cercanias quando chegaram os primeiros imigrantes europeus. No século XVIII, estabeleceram-se, na região, famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandiocacana-de-açúcararroz e milho, entre outros produtos.

Origens e povoamento

A casa enxaimel é um exemplo da herança germânica de Joinville. A história de Joinville tem ligação com a princesa do Brasil Francisca de Bragança, que se casou, em 1843, com o Francisco Fernandode Orléans, Príncipe de Joinville, terceiro filho do rei Luís Filipe I.  Ela ganhou como prêmio de casamento, 25 léguas cúbicas, em plena Mata Atlântica, que situavam-se na região do município que ganhou o nome de um dos descendentes do monarca francês.