Autoexigência pode causar sofrimento

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Você se considera exageradamente autoexigente? Sabia que a autoexigência causa sofrimento também? Em pesquisa que realizei de maneira informal nas redes sociais, observei que a maioria das pessoas se considera autoexigente. Também entendemos neste mesmo sentido a autocobrança, que são padrões rígidos de exigência e cobrança direcionados à própria pessoa. É uma constante busca pela perfeição dos atos, cumprimento de metas e prazos com todo o rigor possível.
O sofrimento psicológico surge quando constatadas dificuldades em atingir os ideais exigidos pela pessoa e principalmente em tempos de exceção, como este, de pandemia. Peço ao leitor que caso não se considere uma pessoa autoexigente, imagine alguém com rigoroso padrão de exigência em seu trabalho, agora imagine como se sente esta pessoa com o estado de pandemia, causando grande prejuízo ao nível de cobrança profissional e inúmeras frustrações. O sofrimento aparece com sentimentos como impotência e até mesmo baixa autoestima, pois as comparações podem surgir ao mesmo tempo que se descobre fora do controle da situação.
Sobre as comparações, elas ocorrem devido à preocupação com o que os outros pensam a seu respeito. É um pensamento que se aproxima muito da sensação ou preocupação de não estar sendo suficiente em suas funções e papéis. Agora, caro leitor, mentalize o quão cansadas estas pessoas podem se sentir após elevada energia investida em padrões mais rígidos de autoexigência. Além do cansaço mental, o físico também costuma se manifestar e ele aparece através de fraqueza, dores de cabeça, insônia, pesadelos e outros sofrimentos.
Mas o que pode ser feito?
Estas pessoas precisam compreender e aceitar as mudanças do mundo e buscar reequilibrar o ritmo da autoexigência com suas necessidades básicas. Nenhuma necessidade básica pode ser afetada ou suprimida para que padrões de autocobrança se satisfaçam. Respeitar a si mesmo, perceber de fato a importância do equilíbrio emocional e das relações, farão com o que a pessoa descubra que não existe guerra ou corrida para qual deve-se estar sempre pronto. Aproveitar os bons momentos e aprender com os próprios erros é essencial para descobrir que qualidade de vida não é medida por nenhum padrão de qualidade.

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